oiiiiiiiiiiiiiiii
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
OLHAR

AQUELE QUE, AO OLHAR PARA MIM, SENTIR QUE O MEU OLHAR É UMA FONTE DE LÁGRIMAS....QUE O MEU SORRISO É APENAS E SÓ A FORMA QUE TENHO DE DEIXAR O SOL ILUMINAR O CORAÇÃO E QUE OS BRAÇOS QUE SE ESTENDEM SÃO ÂNCORAS PROCURANDO FUNDO DE AREIA PARA AÍ SE SEGURAREM. QUEM, EM SUMA, ME VÊ TAL QUAL EU SOU, TER-ME-Á PARA SEMPRE, POIS DESCOBRIU O AVESSO DO AVESSO DO AVESSO. ....OLHAR E SENTIR.....
Olhar e sentir por dentro do corpo a massa de que é feito o avesso dele. Ossos músculos nervos veias tudo o que está no corpo e mundo é a pintura contém e depõe na tela e se acaso aí o pintor deixou reservas nesse sem nada o avesso do mundo se recolhe e mostra a face. JÚLIO POMAR
sábado, 1 de agosto de 2009

ÁSPERO AMOR
Áspero amor, violeta coroada de espinhos... Arbusto entre tantas paixões erguidas, Lança das dores, coroa da ira, Por quais caminhos e como te dirigiu a minha alma? Por que precipitaste teu fogo doloroso, Repentinamente, entre as folhas frias do meu caminho? Quem te ensinou os passos que te levaram a mim? Que flor, que pedra, que fumaça mostraram minha casa? A verdade é que tremeu a noite apavorante, A aurora encheu todas as taças com seu vinho E o sol estabeleceu sua presença celeste, Enquanto o amor cruel me cercava sem trégua, Até que padecendo-me com espadas e espinhos, Abriu meu coração um caminho ardente. PABLO NERUDA
domingo, 19 de julho de 2009
Eu no versos dos poetas...
NÃO SOU POETISA, MAS SE O FOSSE SERIA UMA POETISA TRISTE...SÓ ESCREVO QUANDO O CORAÇÃO SANGRA E A ALMA ESCURECE...TALVEZ SEJA NESSAS ALTURAS QUE PENSO NO QUE VIVO, NOS BONS MOMENTOS VIVO NO QUE PENSO E NÃO ME APETECE ESCREVER...NÃO SEI VIVER SEM A POESIA DOS QUE SÃO POETAS...NOS POEMAS BUSCO MEU ESPELHO OU MEU OPOSTO, MAS SEMPRE ESTOU NOS QUE ESCOLHO. QUANDO OS PARTILHO CONTIGO É UM POUCO DE MIM QUE VAI JUNTO. EM CONCLUSÃO NÃO SOU CIGARRA NEM FORMIGA, ANTES APROVEITO O NINHO POR OUTROS FEITO E ME DEITO NELE SEM REMORÇOS...EM ANEXO UM BEIJO!
AOS POETAS
Somos nós
As humanas cigarras!
Nós,
Desde os tempos de Esopo conhecidos.
Nós,
Preguiçosos insectos perseguidos.
Somos nós os ridículos comparsas
Da fábula burguesa da formiga.
Nós, a tribo faminta de ciganos
Que se abriga
Ao luar.
Nós, que nunca passamos
A passar!...
Somos nós, e só nós podemos ter
Asas sonoras,
Asas que em certas horas
Palpitam,
Asas que morrem, mas que ressuscitam
Da sepultura!
E que da planura
Da seara
Erguem a um campo de maior altura
A mão que só altura semeara.
Por isso a vós, Poetas, eu levanto
A taça fraternal deste meu canto,
E bebo em vossa honra o doce vinho
Da amizade e da paz!
Vinho que não é meu,
mas sim do mosto que a beleza traz!
E vos digo e conjuro que canteis!
Que sejais menestréis
De uma gesta de amor universal!
Duma epopeia que não tenha reis,
Mas homens de tamanho natural!
Homens de toda a terra sem fronteiras!
De todos os feitios e maneiras,
Da cor que o sol lhes deu à flor da pele!
Crias de Adão e Eva verdadeiras!
Homens da torre de Babel!
Homens do dia a dia
Que levantem paredes de ilusão!
Homens de pés no chão,
Que se calcem de sonho e de poesia
Pela graça infantil da vossa mão!
MIGUEL TORGA
AOS POETAS
Somos nós
As humanas cigarras!
Nós,
Desde os tempos de Esopo conhecidos.
Nós,
Preguiçosos insectos perseguidos.
Somos nós os ridículos comparsas
Da fábula burguesa da formiga.
Nós, a tribo faminta de ciganos
Que se abriga
Ao luar.
Nós, que nunca passamos
A passar!...
Somos nós, e só nós podemos ter
Asas sonoras,
Asas que em certas horas
Palpitam,
Asas que morrem, mas que ressuscitam
Da sepultura!
E que da planura
Da seara
Erguem a um campo de maior altura
A mão que só altura semeara.
Por isso a vós, Poetas, eu levanto
A taça fraternal deste meu canto,
E bebo em vossa honra o doce vinho
Da amizade e da paz!
Vinho que não é meu,
mas sim do mosto que a beleza traz!
E vos digo e conjuro que canteis!
Que sejais menestréis
De uma gesta de amor universal!
Duma epopeia que não tenha reis,
Mas homens de tamanho natural!
Homens de toda a terra sem fronteiras!
De todos os feitios e maneiras,
Da cor que o sol lhes deu à flor da pele!
Crias de Adão e Eva verdadeiras!
Homens da torre de Babel!
Homens do dia a dia
Que levantem paredes de ilusão!
Homens de pés no chão,
Que se calcem de sonho e de poesia
Pela graça infantil da vossa mão!
MIGUEL TORGA
Olhar de Águia
PASSASTE POR MIM SEM EU DAR POR ISSO, MEU GRANDE AMOR, OU ENTÃO NÃO TE RECONHECI E TU, TRISTE FOSTE EMBORA....SEI QUE O GRANDE AMOR SÓ APARECE UMA VEZ, PORTANTO PERDI-TE!...PERGUNTO, TEREI ERRADO EM ALGUMA COISA, TE FERI EM TEUS SENTIMENTOS, OU PELO CONTRÁRIO VISTE COM TEU OLHAR DE ÁGUIA QUE ERAS O MEU GRANDE AMOR....MAS EU NÃO ERA O TEU?...QUANTAS PERGUNTAS SEM RESPOSTA E APENAS UMA REALIDADE - ESTA SOLIDÃO QUE ME APERTA A GARGANTA, ME FAZ DESCRER DE TUDO E EMBORA TE QUEIRA COM TODA A FORÇA DA MINHA ALMA....TALVEZ NUNCA APAREÇAS PARA MIM...EM ANEXO UM BEIJO!
TU ERAS TAMBÉM UM PEQUENA FOLHA
Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.
PABLO NERUDA
TU ERAS TAMBÉM UM PEQUENA FOLHA
Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.
PABLO NERUDA
terça-feira, 7 de julho de 2009
SOLIDÂO
A SOLIDÃO É MINHA COMPANHEIRA, POR ISSO NUNCA ESTOU SÓ...É QUE SÓ ELA ME ENTENDE POIS PASSOU O QUE EU PASSEI....APRESENTEI-LHE OS MEUS SONHOS...DISSE-ME PARA ACREDITAR E DESPEDIU-SE ALGUMAS VEZES MAS SEMPRE A TIVE DE CHAMAR....VEIO DE ARMAS E BAGAGENS....DESTA VEZ DISSE-LHE QUE ERA PARA FICAR...EM ANEXO UM BEIJO!
NINGUÉM VENHA ME DAR VIDA
Ninguém venha me dar vida,
que estou morrendo de amor,
que estou feliz de morrer,
que não tenho mal nem dor,
que estou de sonho ferido,
que não me quero curar,
que estou deixando de ser,
e não quero me encontrar,
que estou dentro de um navio,
que sei que vai naufragar,
já não falo e ainda sorrio,
porque está perto de mim
o dono verde do mar
que busquei desde o começo,
e estava apenas no fim.
Corações, por que chorais?
Preparai meu arremesso
para as algas e os corais.
Fim ditoso, hora feliz:
guardai meu amor sem preço,
que só quis quem não me quis.
CECÍLIA MEIRELES
NINGUÉM VENHA ME DAR VIDA
Ninguém venha me dar vida,
que estou morrendo de amor,
que estou feliz de morrer,
que não tenho mal nem dor,
que estou de sonho ferido,
que não me quero curar,
que estou deixando de ser,
e não quero me encontrar,
que estou dentro de um navio,
que sei que vai naufragar,
já não falo e ainda sorrio,
porque está perto de mim
o dono verde do mar
que busquei desde o começo,
e estava apenas no fim.
Corações, por que chorais?
Preparai meu arremesso
para as algas e os corais.
Fim ditoso, hora feliz:
guardai meu amor sem preço,
que só quis quem não me quis.
CECÍLIA MEIRELES
sexta-feira, 26 de junho de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009

Esta á aldeia onde vivi a minha infância, e agora vejam como tenho razão vive-se uma grande paz de espirito, onde os poetas se inspiram...
É aqui que passo os melhores dias da vida, voltando novamente a ser criança subindo árvores, e saltando muros.
Por isso vos faço um convite a todos, venham visitar e conhecer este verdadeiro paraíso....
S. João

Olá!!!
Á noite de S. João é para os tripeiros a noite mais pequena do ano, com o seu cheiro a manjarico alho porro e sardinhas é um aroma intenso.
Para uns é um Santo milagroso, para os mais pagãos é um tanto brageiro, com suas quadras um tanto brincalhonas e maliciosas.
Ó meu rico S.João
de cima do teu altar;
Ajuda-me a ter paciência
para o Cláudio aguentar...
Entre nuvens e orvalho
e os fogutes a estalar,
apetece-me ir na rusga;
E estes colegas rifar..
Subscrever:
Mensagens (Atom)

