domingo, 19 de julho de 2009

Eu no versos dos poetas...

NÃO SOU POETISA, MAS SE O FOSSE SERIA UMA POETISA TRISTE...SÓ ESCREVO QUANDO O CORAÇÃO SANGRA E A ALMA ESCURECE...TALVEZ SEJA NESSAS ALTURAS QUE PENSO NO QUE VIVO, NOS BONS MOMENTOS VIVO NO QUE PENSO E NÃO ME APETECE ESCREVER...NÃO SEI VIVER SEM A POESIA DOS QUE SÃO POETAS...NOS POEMAS BUSCO MEU ESPELHO OU MEU OPOSTO, MAS SEMPRE ESTOU NOS QUE ESCOLHO. QUANDO OS PARTILHO CONTIGO É UM POUCO DE MIM QUE VAI JUNTO. EM CONCLUSÃO NÃO SOU CIGARRA NEM FORMIGA, ANTES APROVEITO O NINHO POR OUTROS FEITO E ME DEITO NELE SEM REMORÇOS...EM ANEXO UM BEIJO!


AOS POETAS

Somos nós
As humanas cigarras!
Nós,
Desde os tempos de Esopo conhecidos.
Nós,
Preguiçosos insectos perseguidos.
Somos nós os ridículos comparsas
Da fábula burguesa da formiga.
Nós, a tribo faminta de ciganos
Que se abriga
Ao luar.
Nós, que nunca passamos
A passar!...
Somos nós, e só nós podemos ter
Asas sonoras,
Asas que em certas horas
Palpitam,
Asas que morrem, mas que ressuscitam
Da sepultura!
E que da planura
Da seara
Erguem a um campo de maior altura
A mão que só altura semeara.

Por isso a vós, Poetas, eu levanto
A taça fraternal deste meu canto,
E bebo em vossa honra o doce vinho
Da amizade e da paz!
Vinho que não é meu,
mas sim do mosto que a beleza traz!

E vos digo e conjuro que canteis!
Que sejais menestréis
De uma gesta de amor universal!
Duma epopeia que não tenha reis,
Mas homens de tamanho natural!
Homens de toda a terra sem fronteiras!
De todos os feitios e maneiras,
Da cor que o sol lhes deu à flor da pele!
Crias de Adão e Eva verdadeiras!
Homens da torre de Babel!

Homens do dia a dia
Que levantem paredes de ilusão!
Homens de pés no chão,
Que se calcem de sonho e de poesia
Pela graça infantil da vossa mão!

MIGUEL TORGA

Olhar de Águia

PASSASTE POR MIM SEM EU DAR POR ISSO, MEU GRANDE AMOR, OU ENTÃO NÃO TE RECONHECI E TU, TRISTE FOSTE EMBORA....SEI QUE O GRANDE AMOR SÓ APARECE UMA VEZ, PORTANTO PERDI-TE!...PERGUNTO, TEREI ERRADO EM ALGUMA COISA, TE FERI EM TEUS SENTIMENTOS, OU PELO CONTRÁRIO VISTE COM TEU OLHAR DE ÁGUIA QUE ERAS O MEU GRANDE AMOR....MAS EU NÃO ERA O TEU?...QUANTAS PERGUNTAS SEM RESPOSTA E APENAS UMA REALIDADE - ESTA SOLIDÃO QUE ME APERTA A GARGANTA, ME FAZ DESCRER DE TUDO E EMBORA TE QUEIRA COM TODA A FORÇA DA MINHA ALMA....TALVEZ NUNCA APAREÇAS PARA MIM...EM ANEXO UM BEIJO!


TU ERAS TAMBÉM UM PEQUENA FOLHA


Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.

PABLO NERUDA

terça-feira, 7 de julho de 2009

SOLIDÂO

A SOLIDÃO É MINHA COMPANHEIRA, POR ISSO NUNCA ESTOU SÓ...É QUE SÓ ELA ME ENTENDE POIS PASSOU O QUE EU PASSEI....APRESENTEI-LHE OS MEUS SONHOS...DISSE-ME PARA ACREDITAR E DESPEDIU-SE ALGUMAS VEZES MAS SEMPRE A TIVE DE CHAMAR....VEIO DE ARMAS E BAGAGENS....DESTA VEZ DISSE-LHE QUE ERA PARA FICAR...EM ANEXO UM BEIJO!


NINGUÉM VENHA ME DAR VIDA

Ninguém venha me dar vida,
que estou morrendo de amor,
que estou feliz de morrer,
que não tenho mal nem dor,
que estou de sonho ferido,
que não me quero curar,
que estou deixando de ser,
e não quero me encontrar,
que estou dentro de um navio,
que sei que vai naufragar,
já não falo e ainda sorrio,
porque está perto de mim
o dono verde do mar
que busquei desde o começo,
e estava apenas no fim.
Corações, por que chorais?
Preparai meu arremesso
para as algas e os corais.
Fim ditoso, hora feliz:
guardai meu amor sem preço,
que só quis quem não me quis.

CECÍLIA MEIRELES